quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CONFESSO!



Confesso, fui ver o filme «Os homens que odeiam as mulheres», hoje, em primeiríssima mão. Primeiríssima não, porque já houve a ante-estreia na passada quinta-feira, mas quase!

Adorei!

Normalmente fico sempre um pouco desiludida porque os filmes não são muito fieis aos livros, como é óbvio, porque são géneros diferentes com princípios distintos. Este, é até bastante fiel.
Tirando a primeira impressão, estranhíssima, de ser obrigada mesmo a prestar atenção às legendas, porque o filme é em sueco e eu, pelo menos, não percebo nada, rapidamente me abstraí. A segunda impressão que rapidamente superei foi o de me identificar com as personagens que eram um pouco diferentes do que eu as imaginei.

O filme está bem feito, consegue transmitir o espírito das pessoas, o mistério a desvendar e quer tenhamos ou não lido o livro deixamo-nos envolver pela história e passamos umas horas agradáveis.
Não perca, está, com certeza, num cinema perto de si!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NEW BAG

Hoje trago-vos o meu último trabalho com uns tecidos que já vos tinha mostrado anteriormente e que até aparecem na foto em cima. Às vezes mostro-vos os tecidos, digo-vos o que vou fazer e depois não mostro o resultado final, umas vezes porque é segredo para um swap, outras vezes porque começo as coisas, aborreço-me delas e não as acabo, outras ainda porque simplesmente me esqueço de mostrar.
Este é um saco para meter o meu pc pequenino, poder andar com ele na carteira sem o arranhar nem ter que carregá-lo numa pasta só para ele, já que detesto andar com carteira, mais pasta, mais sacos, etc...



Sinceramente não segui nenhum modelo para este saco, ele foi crescendo a partir dos tecidos, consoante o que me parecia mais giro. Parece grande mas mede apenas 30 cm. Fiz-lhe um bolsinho, para meter a pen, que fecha com um velcro. Depois de ter acabado a parte exterior é que achei que devia bordar alguma coisa na parte de linho. Assim escolhi, para um dos lados um bordado da Cinderberry Stitches e para o outro lado, este que está em grande plano aqui em baixo, um bordado tirado da revista, Cotton Country Quilt.

E já que estava tudo a correr tão bem e a ficar tão giro, resolvi acabar o conjunto com um porta lápis pequeno e leve para meter também na carteira. Este tirei-o de um blog, há já um ou dois anos, guardei a foto e agora já não sei a quem dar os devidos créditos. É pena porque é tão bonito que bem merecia nomear a autora. Que me perdoe!



Resta dizer que sim ao vosso pensamento, a minha carteira é bem grande e cabe lá isto tudo e ainda sobra espaço para as coisa vulgares que todas as mulheres carregam nas carteiras e, às vezes, um livro também.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PÃO DE LARANJA E COMINHOS

Ora eu agora não quero outra vida. É pão fresco e caseiro a toda a hora. Acabou-se o enguiço, já não é só pão bom de vez em quando, agora são todos bons graças ao tal livrinho que comprei.

Deixo-vos a receita de um pão bem diferente e saboroso, bom para comer só ou com galinha ou peixe. Eu reduzi um pouco ao açucar porque gosto pouco de pão doce e reduzi aos cominhos porque achei um exagero. O resultado foi muito bom. Dobrei as quantidades para fazer um pão grande. Deixo-vos a receita tal e qual vem no livro.


PÂO DE LARANJA E COMINHOS

120 ml de leite
60 ml de água
2 c.s de óleo vegetal
3 c.s de açucar
1 c.s de raspa de laranja
3/4 de c.de chá de cominhos em pó
1.c.de chá de sal
2 c.s.de farinha de milho
200ml de farinha de trigo
70 gr de farinha integral
1 1/2 c.de chá de fermento

Colocam-se todos os ingredientes por esta ordem no recipiente da MFP, regula-se para pão integral, com crosta média e já está.

É um pão muito perfumado e agradável. Ao que parece é muito usado no México, Médio Oriente, Ásia e Mediterrâneo. Experimentem!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FEIRAS NOVAS

Estão a decorrer as feiras novas em Ponte de Lima, dia 19, 20 e 21. Quem quiser aproveitar tem que se despachar e ir hoje porque amanhã já não há!
Eu adoro feiras e mercados, como não me canso de repetir mas, por outro lado, detesto multidões e apertos. Todos os anos vou às feiras novas, então como faço?
Vou à tardinha quando já todos viram a feira e os desfiles, comeram as merendas, andaram km para a frente e para trás e estão de rastos. Eu calmamente vou até ao centro da vila, de carro, estaciono atrás da feira e, sem apertos nem dramas, vou vendo calmamente o que há para ver.
Acho esta feira muito especial, marca a rentrée. Chamam-lhe a feira das "tias". Ainda não percebi se é a feira das "tias" porque é a altura de elas fecharem as casas de campo e as quintas e voltarem à cidade, ou se é das tias porque iminentemente agrícola com gado e produtos hortícolas é onde podemos encontrar a " ti Maria" ou o " ti Jaquim". O que é certo é que é uma feira muito democrática, onde podemos encontrar toda a gente, de todos os estratos sociais, a debaterem-se pelo mesmo artigo. E depois Ponte de Lima é sempre linda!
Deixo-vos algumas imagens.



quarta-feira, 16 de setembro de 2009

GELADO DE NATAS E MARSALA

O tempo está a mudar mas enquanto muda e não muda, vai um geladinho?


GELADO DE NATAS E MARSALA

4 ovos
50gr de açucar
200gr de natas
1 c.chá de baunilha moída ( usei líquida)
1/2 c.chá de raspa de casca de lima
1/2 c.chá de sumo de lima
6cl de Marsala ( não usei)

Separei as gemas das claras.
Bati as gemas com o açucar até fazer espuma.
Aqueci metade das natas com a baunilha sem ferver.
Adicionei as natas à massa dos ovos, juntei o sumo, a casca da lima e o Marsala(não usei).
Bati o rest das natas e juntei-as ao preparado anterior.
Por fim bati as claras em castelo e envolvi levemente.
Deitei tudo na máquina dos gelados e esperei o tempo necessário até ficar pronto.

Se não tem máquina de gelados leve ao congelador por 7 horas, mexendo de quando em quando.


Huuuuuuuuuuuuum uma delícia!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A SNEAK PEEK!

Há um velho ditado popular que diz « Candeia que vai na frente alumia duas vezes»!
E que é que eu ando a alumiar? Nada!
Quero eu dizer com isto que nunca é cedo demais para se começar a preparar o Natal. Já disse várias vezes que o Natal é quando uma "mulher" quiser.
Comecei a bordar estes bocados de linho porque são muito giros, facilmente transportáveis e vão ser muito úteis para as prendas, perdão " pesentes", que vou dar.
Os desenhos são da Lynette Anderson e da Marg !


A propósito, nove fabulosas designers australianas, juntaram-se num novo blog, prometem mostrar-nos coisas lindas e, ainda, oferecerem-nos modelos grátis. Aproveitem e espreitem o novo blog - Among the Gum Tree - ou, quem sabe, o de cada uma delas!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PÃO DE ERVAS ITALIANO

Lembram-se do livrinho que comprei na FNAC, « Guia de receitas para apreciadores de Pães e Bolos» ?
Comprei-o porque gosto imenso de pães caseiros, diferentes, com ingredientes variados e, até agora não me têm saído grande coisa, com a excepção de um ou outro.
Claro que estão aí a dizer, « Caseiro? Mas tu não usas o MFP?» - Pronto, está bem, semi-caseiro...ou como diz o meu marido, quando no restaurante eu pergunto se a mousse é caseira, é caseira porque foi feita em casa, directamente do pacote!
Voltando ao que interessa, depois de folhear o livro de trás para a frente e da frente para trás, lá escolhi a receita com que o havia de estrear. Acertei de tal maneira que já estava a fazê-lo quando descobri que se tinham esquecido, por lapso, de mencionar a quantidade de farinha. Olha a minha sorte! Assim, a olhómetro, calculei que devia ser mais ou menos a quantidade da receita ao lado e depois inventei.
O resultado foi muito bom. Ora olhem lá para o aspecto já que não podem saborear!


PÃO DE ERVAS ITALIANO

2 c.s de azeite
1 dente de alho esmagado
1 c. de chá de mangericão seco (usei fresco)
1/2 c. de chá de orégãos secos
1/2 c. de chá de tomilho seco (usei fresco)
1/2 c. de chá de alecrim seco (usei fresco)
120 ml de água
60 ml de leite
1 c. de chá de açucar
1 c. de chá de sal
1 1/2 c. de chá de fermento
Usei 320 gr de farinha de trigo mais 3 c.s. de farinha de milho

Aqueci o azeite numa frigideira, juntei o alho e as ervas e salteei por 2 min. sem deixar queimar o alho.
Depois deitei na MFP, primeiro os líquidos e depois os sólidos e regulei-a para "pão branco com crosta média".


Dá um pão pequeno por isso aconselho a dobrarem as quantidades para ficarem com um pão de 1 Kg porque vale a pena.
É muito saboroso para comer simples ou para ser usado numas belas sandes de carne assada ou queijo.

domingo, 13 de setembro de 2009

RED BULL AIR RACE


A minha cidade é linda, linda sobretudo quando se enche de gente e deslumbra todos com céus azuis, casarios em cascata, o Douro sereno beijando as margens ali tão perto e os lampiões a aparecer mesmo onde não se conta.
Hoje foi dia de corrida de aviões, as margens foram estreitas para conter tanta gente, o sol queimou-nos apesar dos protectores e chapéus improvisados. Foi um dia bem passado!


Primeiro as velharias do tempo da 1ª guerra, logo seguidas de um comercial da Sata que voou baixinho, quase ali à mão, coisa estranha!

Depois os azes, em perícia e velocidade, tentando ganhar milionésimos de segundo!


Estão a ver os lampiões onde menos se esperam?

E por fim as glórias a jacto.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A RAINHA NO PALÁCIO DAS CORRENTES DE AR

Hoje acabei de ler as últimas 200 páginas do livro de Stieg Larsson, « A rainha no palácio das correntes de ar ».

Realmente é pena que a obra que ele programou para se desenvolver em 10 volumes se tenha resumido apenas a 3 . Sei que estreia no próximo dia 24 de Setembro, o filme sobre o 1º volume, curiosamente realizado na Europa e não nos Estados Unidos, que costumam ter " olho" para estes guiões bombásticos. Estou convencida que este filme e os outros que inevitavelmente se seguirão, serão um êxito de bilheteira.


Aconselho, contudo, a que leiam primeiro os livros porque são espectaculares e nem de longe capazes de serem substituídos seja por que filme for! É tão poderosa a escrita de Larsson que imaginamos as nossas próprias personagens, metemo-nos nas suas peles, sofremos, angustiamo-nos, vibramos e simpatizamos com elas de tal modo que não conseguimos deixar de viver suspensos das suas aventuras e devoramos página atrás de página, na ânsia de resolver os mistérios e acalmar as nossas dúvidas. São personagens estranhas, com características invulgares e muitas vezes no limiar da marginalidade, o anti-heroi que tem uma boa explicação para ser assim e que capta a nossa simpatia. E, a cada novo livro, surgem mais personagens, exóticas ou não, que se encadeiam na vida uma das outras.

A intriga de Larsson é fascinante e as aventuras sucedem-se interruptamente, com rapidez, interligando pessoas e acontecimentos que, espantosamente, conseguimos acompanhar dada a lucidez e clareza da escrita. Na verdade cada capítulo está datado fazendo-nos acompanhar os acontecimentos cronologicamente e mesmo em cada capítulo há separação de assuntos e factos, dando-nos uma perspectiva do que está a acontecer simultaneamente em diversas frentes.

Toda a obra de Larsson gira em torno dos homens que oprimem as mulheres, as agridem, as subjugam numa prepotência absurda e que, por se julgarem impunes, abusam do seu poder. É por isso que nos sabe melhor vê-los castigados no final. Lisbeth Salander é vítima do pai, do psiquiatra que a acompanha quando é ainda menor, do tutor, do estado sueco, do irmão. A mãe dela, vítima de Zalachenko. Erika Berger, vítima do seu novo colega de trabalho. Harriet Vangler, vítima do seu pai e irmão e tantas mulheres jovens e menos jovens apanhadas na rede de tráfico de mulheres de leste, que podiam ser de outro lado qualquer, obrigadas a prostituirem-se, privadas da sua liberdade e exploradas até por homens da própria polícia. A história é ficção mas está tão bem documentada, tão bem orquestrada, tão actual que é verosímil e empolgante.

Neste 3º volume há homicídios e a procura desenfreada do seu presumível autor, Lisbeth . Cruxificada pelos midia que não sabem nada dela a não ser o que a polícia deixa escapar, propositadamente, sobre a sua vida e que a descrevem como uma lésbica satânica, ela é a única que descobre o que verdadeiramente se passou e tenta resolver a situação. Lisbeth acaba entre a vida e a morte depois de ter levado 3 tiros e ter sido enterrada viva ( não digo por quem). Quando pensamos que tudo está terminado para ela, num milagre de resistência, consegue libertar-se e, ajudada pelo amigo que sempre a compreendeu e nunca a abandonou, Mikael Blomkvist, é levada para um hospital e salva. Não vou contar mais nada para não estragar as emoções. Mas a partir daqui é a recuperação de Lisbeth, a tentativa dos seus verdadeiros amigos provarem a sua inocência ao mesmo tempo que tentam pôr a claro, com provas irrefutáveis, toda a trama que acompanhou a vida de Lisbeth, o envolvimento de uma secção especial da Säpo, tornando-a no erro mais montruoso da justiça e da polícia sueca.

Não percam, leiam mesmo esta trilogia e vão ver que não se arrependem. Não é só um devaneio meu, há uma verdadeira febre Millennium por todo o mundo, uma verdadeira legião de fãs viciados nesta saga tão bem escrita.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

COMPOTA DE AMORAS

Não podia deixar de escrever qualquer coisinha numa data tão gira com esta 09/09/09, só é pena que não seja às 9 horas mas não pôde ser!
Não tenho na minha quinta amoras. É uma falha, talvez, mas não tenho nem amoras de árvore nem de silva, nem mesmo nas redondezas as há . Mas o meu pai regressou de férias, lá de Trás-os-Montes e trouxe-me 2Kg delas que colheu ele próprio. Amoroso o meu pai, trouxe os braços todos arranhadinhos de andar empoleirado a apanhá-las nas silvas.

Vai daí tive que fazer doce de amoras para que não se estragassem. Ficou óptimo, deixei o açucar ganhar bastante ponto para que se conserve muito tempo, já que a quantidade que rendeu é grande.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

VIDA

A esta hora devem estar muito admirados a pensar o que andarei eu a fazer que nunca mais dei notícias, (que pretensiosa, ehehehe).
A verdade é que Setembro entrou trazendo com ele o recomeço do trabalho, as rotinas que é preciso voltar a implementar ( custa tanto levantar cedo outra vez), o organismo que teima em executar as tarefas em câmara lenta, programar, reunir, abastecer a casa, etc,etc, etc...Todas nós sabemos como é!

Mas claro que não tenho feito só isso. Participo em dois Swaps e tenho portanto que executar alguma coisa para as minhas parceiras. Como é segredo e surpresa o que vou oferecer, só posso mostrar umas espreitadelas para os trabalhos que já estão prontos, não vá alguma delas fazer uma visitinha aqui ao blog e lá se ia a surpresa.


Para além disso, continuo às voltas com o terceiro volume da saga Millennium, completamente vidrada no que acontecerá a Lisbeth Salander que está numa cama de hospital desde o príncipio, com um tiro na cabeça e com metada da Suécia em revolução e convulsão para resolver o problema dela. Tão entusiasmada que me apetece ir a correr tirar um curso de informática acelerado para me tornar uma hacker famosa como ela, ehehe.
Claro que já cheguei aquela fase em que, com medo de acabar o livro e perder esta emoção e encantamento da história, abrandei o ritmo de leitura, pego-lhe aos pouquinhos para saborear bem. Também, já não estou em férias para lhe pegar com fúria como aos dois primeiros mas a verdade é que é mesmo para o fazer render. Depois conto-vos a história.


Hoje comprei este livrinho na FNAC. Depois de ponderar que não podia comprar todos os que me apeteciam, não resisti a este. É que estou mesmo a precisar de apurar a técnica de fazer pão e dar mais uso à minha MFP. E .... tenho que me atirar para o chão mesmo se me quiser pôr à altura dos pães que vou vendo aí pelos blogs, sobretudo de certos pãezinhos, de uma certa menina que é uma padeira afamada e cobiçada, de seu nome Ameixa Maria!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A RAPARIGA QUE SONHAVA COM UMA LATA DE GASOLINA E UM FÓSFORO

Despachei literalmente de uma assentada o 2º volume do Stieg Larsson, 611 páginas, « A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo». Passei o dia enfiada no sofá da sala e só me levantei para dar cumprimento às funções mais primárias e inadiáveis. Não me lembro de melhor maneira de passar o meu último dia de férias.


O livro é simplesmente fabuloso em termos de capacidade de reter toda a nossa atenção, de nos prender e compulsivamente querermos saber sempre mais. Eu até nem sou fã de policiais mas estou rendida completamente ao estilo de Larsson..
Desta vez a acção gira toda à volta de Lisbeth Salander que depois de umas merecidas férias de um ano, regressa à Suécia e, com os inesperados milhões de coroas que tem na sua conta bancária resolve mudar de casa, de vida e de emprego. Quando está finalmente instalada começa a fazer uma ronda pelos seus antigos conhecidos, começa a descobrir as actividades em que cada um anda envolvido e isso começa a despertar o seu interesse. Inesperadamente, vê-se acusada do assassínio de um casal, ela, Mia Johansson, criminalogista e ele Dag Svensson, jornalista que investigavam uma rede de trafico de mulheres de leste e o negócio da prostituição, a que se junta mais tarde uma terceira vítima, o advogado seu tutor.
Os dados estão lançados, uns vêem-se envolvidos involuntariamente na história, outros poucos, que gostando de Lisbeth se colocam do seu lado e procuram a verdade e ainda uma quantidade de polícias que levam a cabo as investigações, todos procuram frenéticamente Lisbeth que, misteriosamente, sumiu sem deixar rasto. Aparentemente ninguém sabe porque é que ela terá matado os três e que ligações haverá entre eles que justifiquem as suas mortes. Mikael Blomkvist acredita que o assassínio está relacionado com o livro de Dag, que a Millenium ia editar interligada à tese de doutoramento de Mia. A polícia obstinadamente segue outra pista. Armanskij, antigo patrão de Lisbeth entra na corrida, com uma investigação paralela à da polícia. As televisões e jornais anunciam o nome e rosto de Lisbeth, explorando com foros de sensionalismo, pormenores da sua vida que vão sendo apurados nas investigações e há quase uma condenação pública nos midia, de que ela é a criminosa...
Uma rede de intrigas jornalísticas, três investigações sobre o mistério dos assassinatos, peripécias atrás de peripécias vão-nos desvendando que há mais em jogo dos que aquilo que sabemos. As peças de uns e de outros começam a completarem-se como um puzzle.

De repente descobrimos e acompanhamos Lisbeth Salander sem que nenhum dos outros saiba dela e do que faz. Torcemos e simpatizamos com esta mulher miuda , lutadora e solitária. Desejamos que vença quando finalmente compreendemos toda a verdadeira dimensão da infelicidade da sua vida e compreendemos finalmente o drama que lhe ensombrou toda a adolescência. Percebemos o porquê” do seu ódio aos homens que odeiam as mulheres” e torcemos para que os outros também descubram isso.

O livro acaba com a demanda solitária de Lisbeth, na tentativa de resgatar o seu passado vingando-se do culpado de toda a sua vida e também, indirectamente, culpado dessas mortes. O seu mais fiel defensor e amigo Mikael Blomkvist que lhe adivinha os passos, segue-a e tenta salvá-la caso haja um fracasso.
Não revelo mais nada do argumento porque seria estragar o prazer da leitura. Aliás este volume fica com a acção em aberto e temos que ler o terceiro para descobrir o que se vai passar a seguir. Como vêem o suspense continua ...Acho que vou a correr começar o 3º volume que está ali pousado a chamar insistentemente por mim!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OS HOMENS QUE ODEIAM AS MULHERES

Em tempo de férias ler tem outro sabor.
Não haver horários para nada, não ter compromissos nem prazos, nem sequer para comer, faz com que ler seja onde e quando se quiser, sem obrigatoriedade de parar. Aaaahhh! E como é bom!
O livro que me acompanhou nos primeiros dias de praia e que li de um fôlego tem tudo para ser um bom companheiro de férias: aventura, mistério, suspense, actualidade, política, policial, amor, sexo, que se sucedem de forma veloz, em 539 páginas tão bem escritas e que nos prendem ao enredo magistralmente.


« Os homens que odeiam as mulheres » é o 1º volume de uma trilogia escrita pelor Stieg Larsson. Jornalista e editor da revista Expo, Stieg Larsson foi um dos maiores peritos mundiais no estudo de movimentos antidemocráticos, de extrema-direita e nazis. Digo “foi” porque já morreu, exactamente depois de entregar os três volumes da trilogia Millennium .Morreu de causas naturais, ao que parece e, apesar de todas as mortes serem lamentáveis, depois de o lermos, concordamos que tenha sido cedo demais.
Mas afinal de que trata o livro?


Começa tudo com um escândalo jornalístico sobre um banqueiro que, devido a falta de provas que justifiquem as acusações publicadas, levam à condenação de Mikael Blomkvist, jornalista e editor da revista Millennium.
Afastado voluntariamente da revista, é contactado e contratado pelo patriarca de uma das grandes famílias suecas, Henrik Vanger, dono de uma sólida indústria com ramificações em diversas áreas. A proposta que ele faz ao jornalista é insólita e aliciante; descobrir o mistério da morte de uma sua sobrinha-neta, há 40 anos atrás, pagando-lhe uma avultada soma em dinheiro mas, melhor que tudo, dando-lhe em troca provas concretas da corrupção do “tal” banqueiro que lhe permitirão a vingança . Como disfarce para a sua investigação, dado que a família Vanger é um ninho de víboras, diria a todos que estava a escrever a história da família.
Esta é a 1ª parte da história, as 122 páginas iniciais.
A partir daqui temos um Mikael que se instala lá bem a norte da Suécia, numa pequena cabana em Hedestad, gelada e solitária, deixando para trás a sua amante e sócia à frente da revista. Começa a investigar e estudar a família em questão e a analisar o dia fatídico da morte de Harriet.
Fascinante é a segunda personagem mais importante, Lisbeth Salander, freelancer numa empresa de investigação privada, uma hacker fabulosa, que investiga Mickael a pedido de Vanger. De personalidade fechada, altemente problemática e irrascível vai acabar por trabalhar com Mikael e envolver-se afectiva e fisicamente com ele. Juntos vão passar por algumas vicissitudes, perseguições e finalmente descobrir o mistério de Harriet Vangler.
Não vos vou contar mais pormenores porque tiraria todo o interesse a quem o quiser ler. Direi apenas que é bem interessante o contexto político e económico sueco onde se passa a acção, a actualidade do mundo e submundo da imprensa, as novas tecnologias e a sua aplicação fascinante à espionagem electrónica.
Não percam. Leiam!
Segue-se em breve, espero, « A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo », 2º volume desta trilogia e que já está na minha mesa à espera de vez. O 3º é « A rainha no palácio das correntes de ar». Sugestivos os títulos, não?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

SÓ PARA QUE CONSTE...

Hoje só venho "fazer revisões da matéria dada".
Não, não me estou a referir à rentrée escolar, embora Setembro já esteja à porta.
Venho só mostrar o resultado dos tomates que sequei ao sol. Ficaram bem bonitos, foi mesmo na altura certa já que o tempo voltou a arrefecer. Agora passaram à segunda fase mergulhados numa conserva de azeite, louro, alho, pimenta, sal e orégãos. Prontos para serem consumidos no Inverno, huuummmm!


A outra coisa que vos quero mostrar é este pão fabuloso, o melhor que fiz até agora. Vejam que bom aspecto já que, quanto ao sabor, terão que acreditar na minha palavra, estava saborosíssimo! A massa é aquela rápida que se guarda no frigorífico "montes" de tempo.


Não há nenhuma novidade mas tinha que dar o meu testemunho:
1º Vale a pena secar os tomates ao sol e resulta muito bem. Experimentem!
2º Esta massa é mesmo boa e dá um jeito enorme tê-la pronta para qualquer emergência!

A Ameixa, deixou-me um desafio e um selinho, vindo dela não podia deixar de aceitar, agaradecer e responder.Aqui vai:

Uma música mágica: São tantas... Shine On You Crazy Diamond, dos Pink Floyd
Um filme mágico : Era uma vez na América
Uma viagem mágica: Argentina, Buenos Aires (talvez a que gostei mais embora goste tanto de viajar que para mim são todas mágicas)
Maquilhagem mágica:Risco inferior nos olhos e rimel.

sábado, 22 de agosto de 2009

COMPOTA DE TOMATE E GENGIBRE

Chegou a época dos tomates em força!
Não sei porquê, isto não me soa muito bem, no entanto é a mais pura das realidades.

Tenho ali no meio da minha cozinha um jigo enorme de tomates.


Não há cozinhado a que eu não deite tomate, refeição que não seja acompanhada de enormes saladas de tomate e, agora, chegou a altura das compotas de tomate. Há um ditado que diz « No tempo da tomateira, não há má cozinheira», o povo lá sabe e tem, quase sempre, razão!

COMPOTA DE TOMATE E GENGIBRE

1 Kg de tomate pelados, sem semente e partidos aos cubos
50gr de gengibre fresco partido bem pequeno
1 pitada de sal
1 chávena e 1/2 de açucar
1/4 chávena de sumo de limão

Mistura-se o tomate com o gengibre e o sal,numa taça de vidro, cobre-se com película aderente e deixa-se no frigorífico durante a noite.

Coa-se o líquido resultante e vai ao lume com o açucar mexendo e, depois de ferver, deixa-se mais 8 min até ficar xarope espesso. Deitam-se os tomates e o sumo de limão e mexe-se até cozer, mais 10 min, até adquirir consistência de geleia. Retira-se do lume , deixa-se arrefecer. Serve-se a acompanhar carne assada.


Eu fiz o dobro da quantidade e deixei mais tempo ao lume para poder guardar em frascos sem se estragar e poder usar ao longo do ano. O gengibre dá um gostinho óptimo e diferente.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

RECEITA CASEIRA DE SEITAN

Apresento-vos hoje uma receita caseira para fazer seitan em casa. Além de se economizar bastante em relação ao comprado no supermercado, é muito mais saboroso e rústico.

As receitas que conhecia obrigavam a amassar durante bastante tempo, deixar repousar uma data de horas, voltar a amassar, lavar etc. Ou seja, desmoralizavam muito e não dava vontade nenhuma de começar.
Esta receita não dá trabalho e é rápida. Estão a ver? Claro,tem tudo a ver comigo.



SEITAN

600ml de água
1 kg de farinha de trigo integral

Coloco na máquina do pão e escolho o programa "massa". Ao fim de 15 min está pronta.
Coloco a massa num coador grande e meto-a debaixo da torneira, com um fio de água, lavo-a, amassando-a ligeiramente, até a água sair completamente transparente.

Nas primeiras vezes que se faz dá a sensação de que se vai perder tudo, que se desfaz e ficamos sem nada. Tenham calma que é mesmo assim, a massa fica reduzida a 500 gr e no final da lavagem aperta-se tudo e volta a ficar agregada.

O passo seguinte é pôr a massa a cozer numa panela com água a cobri-la, juntar a essa água meio copo de molho de soja ( eu deito um pouco menos) e um ramo de ervas aromáticas a gosto. Eu coloco tomilho, salsa, alecrim, 2 folhinhas de salva, enfim o que tenho à mão. Demora 10 a 15 min a cozer e está pronta a comer assim ou a partir em fatias e usar em qualquer outra receita que queiram.

Já reparei que a marca das farinhas, tem influência no resultado final, o aspecto varia, mas qualquer uma fica saborosa. Também se pode fazer com uma mistura de farinha integral e normal. Quem não tiver máquina de pão deverá amassar e sovar a massa durante uns 10min, depois deixar repousar de 5 a 7 horas, amassar outra vez e seguir os passo que digo em cima.