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domingo, 22 de março de 2009

MADEIRA

O fim de semana acabou...ooooohhh! :(
Mas foi muito bom! :)
A Madeira recebeu-me com uma chuvada valente mal aterramos.

Fiquei instalada num hotel magnífico, perto do céu e com o Funchal aos pés.
Como cheguei bem tarde não tive oportunidade de apreciar bem a beleza dos jardins onde ficavam as choupanas individuais com os quartos. Fiquei surpreendida porque eram rodeadas por um alpendre suspenso na encosta. Ao acordar o espectáculo era deslumbrante e nem estava bom tempo. Reparem que eu, da caminha, via a cidade tal e qual na 2ª foto.





Ora aqui vos vou contar as minhas aventuras na Madeira.
É uma terra muito bonita, à beira mar plantada, é um jardim, e do Jardim e coisa e tal mas, decididamente não é terra para mim.
Ia morrendo de ataque cardíaco desde que cheguei até que me vim embora.
Aquilo parece a montanha russa, em que eu nunca andei, por sinal e por medo!
Tirando uma nesga de terra plana na borda marítima, tudo o resto é na base do sobe e desce, vejam lá como me senti!
Subidas que parecem só parar no céu, com curvas vertiginosas de 180º, e se achamos impossível os carros subirem tanto...esperem pelas descidas! Algumas ruas em linha recta, descem tanto que ficamos com o Funchal aos pés e parece que nos vamos despedaçar aos trambolhões naquele mar! Uma aventura!






Claro que não desci nos cestos, o meu marido foi todo contente mas eu não!

Mas a aventura melhor estava para vir. O almoço estava marcado para a Fajã dos Padres, um pequeno restaurante situado ao fundo de uma falésia a que só se tem acesso de barco ou num pequeno elevador panorâmico, arcaico e arejado, em que o próprio chão de chapa não parece muito seguro, 300 metros de descida lenta. Para chegar ao elevador? Dezenas de degraus para descer, aos ziguezagues. Chegando ao fundo? Mais dezenas de degraus ... e a descer todos os santos ajudam. Imaginem subir e depois do almoço! O senhor do restaurante é muito simpático e ainda nos deu uma prova de vinhos. O almoço foi uma entrada de pera abacate com salada e peixe espada com banana frita. O sítio era agradável mas monótono ao final de umas horas.

Pudera depois de tanta emoção, ficar ali parada a olhar para o mar ou para a falésia...já era monótono!




Depois da subida nada melhor que uma caminhada numa levada, ex libris da Madeira e de tal ordem institucionalizada que pode ser uma verdadeiro arraial, de tanto turista que se encontra por lá.
As levadas são canais que captam a água das nascentes a norte, onde há mais pluviosidade, e percorrem a ilha levando a água aos campos agrícolas. Curiosamente são a unica coisa plana na ilha. Percorrem transversalmente a montanha, depois os campos e o declive é mínimo para as águas não ganharem velocidade e não arrasarem com as culturas.
As culturas são engraçadas. Vi gente a cavar em pequenas hortas tão inclinadas que pareciam acrobatas. A batata dá três vezes ao ano. Há todas as espécies de fruta, comi pitangas, mangas, anonas, pera abacate, banana e ananás. Os jardins com flores de todas as cores e feitios multiplicam-se por toda a ilha. Visitei ainda o Curral das Freiras, segundo a lenda onde elas se refugiaram para fugirem aos corsários e provei a "poncha", bebida de sumo de laranja e limão com mel e aguardente de cana. Muito peitoral!




Domingo de manhã foi tempo de descansar até tarde das emoções, aproveitar o Spa e as piscinas do hotel.
Moral da história, dois dias são pouco para ver tanta coisa. Do Funchal praticamente só tive uma visão nocturna, no jantar de sábado, já que o almoço de Domingo foi em Santa Cruz, mais perto do aeroporto e em frente às Ilhas Desertas.