sábado, 29 de agosto de 2015

LA RENTRÉE

A pensar na rentrée que está já aí ... infelizmente.

E nos trabalhos de tricot para ocupar as noites longas do Outono/ Inverno.

 Ralph Lauren fall/winter 2015

 Michael Kors fall/winter 2015

Ralph Lauren fall/winter 2015

Digam lá que as malhas não são bastante giras e tentadoras? Além disso não parecem difíceis de fazer e no conjunto ficam muito bem.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PUDIM DE CANECA

Fiz mais uma sobremesa rápida e saborosa, no microndas.
Desta vez experimentei um pudim que vi " Na cozinha" e fiz as minhas alterações. Em vez de fazer o caramelo usei o de compra e ficou muito bem. Não usei a caneca, apenas formas de silicone.


Pudim 
1 ovo
130 ml de leite
130 ml de leite condensado
1/2 colher (chá) de de essência de baunilha

Deitei o caramelo em formas de silicone e girei para que os lados ficassem bem cobertos.

Bati ligeiramente  o ovo com os demais ingredientes. Verti sobre o caramelo e levei ao micro-ondas em potência alta por 1 minuto. Se ainda estiver muito líquido, coloca-se mais 30 segundos. Retira-se e cobre-se por 10 minutos, antes de desenformar.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

MOLHOS E COMPOTAS

Já que o tempo esteve de chuva, fresco e a horta continuou a produzir tomates sem jeito, nada melhor do que fazer molhos e compotas para guardar e consumir mais tarde. 
Além disso, sempre tive a ajuda de uma amiga que veio passar uns dias, trabalho com conversa é sempre muito melhor.


O molho de tomate foi tirado daqui e a compota foi feita pela minha amiga e mais ou menos a olho. Açúcar, tomate, um pau de canela e um cravinho.


sábado, 15 de agosto de 2015

CRAZY CAKE IN A MUG

Fiz uma sobremesa fácil e saborosa, muito rápida no microndas.
Raramente uso o microndas a não ser para aquecer coisas mas acho que a partir de agora vou experimentar mais receitas que tenho visto aqui e ali.


Adaptado de Wish I could Cook, food.com


Misturam-se primeiro os ingredientes secos numa chávena untada.

5 colheres de sopa de farinha
colheres de sopa de açúcar
2 colheres de chá de chocolate
1/2 colher de chá de fermento
uma pitada de sal

Fazem-se três cavidades e em cada uma deita-se um dos elementos

1/2 colher de chá de vinagre branco
1/4 de colher de chá de extrato de baunilha
2  colheres de chá de óleo

Por cima de tudo deitam-se 4 1/2 de colheres de sopa de água 

Mistura-se tudo com um garfo até ficar fofo e vai ao microndas durante 2 minutos, destapado e vai-se experimentando com um palito até sair limpo.
Eu enfeitei com chantilly caseiro mas pode usar-se, chocolate ou outro tipo de cobertura.



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

VIANA

"Se o meu sangue náo me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia"

As festas da Srª. da Agonia, em Viana do Castelo só começam para a semana mas já se sente a alegria no clima da cidade, cheia de turistas, de movimento, de montras lindas com cabeçudos em pasta de papel de todos os feitios. na feira de artesanato no jardim em frente à marina.
Como não podia deixar de ser, tenho ido lá montes de vezes e não resisti a umas comprinhas ... corações de gesso perfumados, palmitos, t-shirts com motivos vianenses, etc.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

DESEJOS

Há já uns anos, quando passeava pelo Alentejo, comi uma sopa de bacalhau com ovo escalfado e poejos absolutamente fantástica (ou seria eu que estava com muita fome?), num pequeno restaurante duma terreola que nem me lembra o nome.
Hoje, apeteceu-me essa sopa.
E já que tenho poejo entre as aromáticas...


Num tacho com um fundo de azeite, alourei uma cebola picada e dois dentes de alho.
Juntei dois bons tomates maduros, sem pele. partidos aos pedaços e mexi até ficarem mais desfeitos.
Desfiei uma posta de bacalhau demolhado e acrescentei ao refogado.
Depois de cozinhar um pouco, juntei um litro de água, sal e pimenta, tapei e deixei cozer o bacalhau.
Por fim juntei uns raminhos de poejo que esfreguei para libertarem o aroma e, com cuidado juntei os ovos para escalfarem.
Servi com torradas de pão rústico.
Maravilha!
Ficou mesmo saborosa.


sábado, 8 de agosto de 2015

TOMATES ASSADOS COM MOLHO DE MANGERICÃO

Agora que tenho tomates na horta com fartura, tento arranjar formas diferentes de os comer sem ser a tradicional salada.
Foi por isso que resolvi experimentar uma receita do Nigel Slater, que vi na 24 Kitchen, com muito bom aspecto e que ficou realmente muito saborosa.



Coloquei numa assadeira os tomates lavados e cortados lateralmente a meio.
Espetei um dente de alho em cada metade.
Temperei com sal, tomilho, pimenta preta moída na altura, um fio de azeite e levei a assar  no forno.
Enquanto assavam fiz um molho para servir com eles.
Um punhado de folhas de manjericão, uns ramos de tomilho, sal pimenta, dois grandes dentes de alho, azeite e sumo de limão. Bati na liquidificadora e servi por cima dos tomates.
Muito Bom!


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

QUINTANILHA


Há já muito tempo que não passava uns dias na aldeia. Nada melhor do que o pretexto dos anos do meu pai para ir lá ficar.
Tudo tão diferente da aldeia da minha juventude, onde eu passava um mês de férias. As casas, as ruas, a fonte, continuam as mesmas mas parece uma aldeia fantasma.
O tempo mede-se de uma forma diferente da dos relógios convencionais. O tempo rende...
Tantas pessoas que desapareceram, entre elas os meus avós.
Tantas casas fechadas! 
Falta o riso das crianças. 
Não há bandos de jovens a conspirar pelos cantos, partidas, bailaricos ou namoros.
O céu estrelado das noites de estio da minha infância continua lá. Todas as constelações que o meu pai me ia assinalando no céu e que eu aprendi até hoje, também lá estão.Os "sputniks" e as estrelas cadentes ainda riscam os céus, se estivermos atentos. Mas desapareceu o "pau" e as pedras, onde as mulheres e homens da família, se sentavam à noite, à porta de casa, a apanhar o fresco, a por a conversa em dia, as piadas e gargalhadas, mais os mexericos trazidos por aqueles que iam passando e ficando também.
Tantas saudades!
Já não chiam os carros de bois pelas ruas, aqueles de quem eu apanhava boleia só para sacudir o tédio, sentada lá atrás, até ao cimo da aldeia, onde descia de escorrega na palha dos medeiros. 
Agora não há bois, nem quase se vêem cães nem gatos. 
Nem carros de espécie alguma.
Só se ouve o silêncio!
O café fechou. Tantos jogos de matraquilhos lá jogados, não havia quem me vencesse, tantas bilharadas, jogos de sueca, bailes com pasodobles e tangos,  riscando o chão a preceito.
Há outro, é certo, mas mais recente, sem memórias e quase sem ninguém, serve unicamente para tomar um café  e mais nada.
Devoro a paisagem tão familiar por onde correm os meus fantasmas, os montes, as árvores, o rio, a aldeia vista da ponte.
Lá ao longe Nuez  avistada do alto das Veigas, quilómetros palmilhados sem cansaço para ia às festas,
Do outro lado da ponte, S. Matín del Pedroso onde a minha avó, mãe , madrinha, duas primas e eu ainda pequena, iamos às compras de pimenton, de bombazine, pratos esmaltados. Eu comprava um estojo novo, com os lápis de cor, borracha, aguça bem presos nos elásticos, para o início das aulas. Coisas que não havia do lado de cá. Ainda hoje é indizível a alegria que me davam esses estojos.
Sinto um nó na garganta e uma estranha humidade nos olhos.
Foi uma era que terminou.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

83 ANOS

Hoje o meu pai fez 83 anos.
E porque o amor não se pode adiar...
Não devemos guardar para mais tarde o carinho,
Nem se podem calar as palavras de ternura e admiração, 
Todo o tempo do mundo é pouco para te dizer o quanto gosto de ti!

domingo, 26 de julho de 2015

SALADA DE BULGUR

Simples, leve, fresca, própria para o Verão e de fácil digestão para poder ir para a água ( sim que eu sou fanática pelo cumprimento escrupuloso de 3 h de digestão)



2 chávenas de bulgur
4 de água
espinafres bem fresquinhos
tomates saborosos
atum de conserva
sal, azeite, vinagre e oregãos a gosto

Coze-se o bulgur na água temperada com sal.
Preparam-se os tomates aos cubos, as folhas de espinafre, lavadas e cortadas em tiras, temperam-se com sal e orégãos.
Deita-se o bulgur cozido em cima para "murchar" os espinafres.
Coloca-se por cima o atum em conserva, rega-se tudo com azeite e mexe-se para misturar.
Come-se quente ou frio.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

PÁ DE PORCO

Este é um prato mais típico do Inverno.
No entanto, como visualmente tem um certo impacto e além disso é muito saboroso, porque não cozinhá-lo também no Verão?
Além destas vantagens, deixa-nos muito tempo livre para conviver e deixa-nos a casa perfumada pelo anis e cravinho.
A receita já a publiquei aqui mas nunca é de mais relembrar bons pratos, que se repetem muitas vezes, cá em casa.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

REX

O Rex morreu.


Era um sobrevivente. 
Abandonaram-no na estrada, no lado de cima da minha quinta, ainda cachorro, preso num saco de serapilheira, para morrer.
Tinha uma displasia coxofemural da anca, o que lhe provocava dificuldade da marcha, a sentar-se e a levantar-se, talvez de um pontapé que tenha levado ou problema hereditário típico das raças grandes, só assim se explica que tenham abandonado um cão tão bonito, só porque ia ficar aleijado.
Mas ele era resistente e inteligente, roeu o saco, libertou-se e foi ter com o meu marido que andava pela quinta.
Foi amor à primeira vista, de um pelo outro. 
Escolheu-nos para companhia e fez da quinta o seu lar. 
Nunca o prendemos. 
Nunca saiu da quinta.
Defendia-a de tudo e de todos. Era o seu domínio e não tolerava outros animais intrusos, para além dos que já lá viviam ou dos que lá foram nascendo.
Era um excelente cão de guarda e um bom companheiro, sempre colado ao meu lado ou do meu marido, quando nos deslocávamos, ou deitado aos nossos pés, possessivo e vigilante.
Absolutamente fiel.
Era meigo, sempre a meter-se a jeito das nossas mãos para mais uma carícia.
O problema da anca foi melhorando mas por causa dele nunca conseguiu acasalar com nenhuma das cadelas da quinta.
Estava já muito velhinho, nada que se pareça com esta foto.
Adivinhava-se o fim.
Viveu muito mais tempo do que o previsto para esta raça.
Mas o coração, por muito que se prepare, fica sempre triste quando a morte acontece.

Nunca mais te vou poder chamar "quatro olhinhos"!