quinta-feira, 13 de maio de 2010

FÁTIMA

Hoje é 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima.
Hoje todos os olhares se viram para Fátima.
O mais importante Santuário Mariano do mundo.
Fátima não é um dogma de fé.
Ou se acredita nela ou não.

Mas num tempo em que a fé não está na moda e em que é quase vergonha assumir que se é crente, Fátima impõe-se como um pólo galvanizador das atenções.
Milhares de pessoas deslocaram-se de todo o mundo para estarem lá, este ano com o Papa, mas quando ele não está, vão na mesma.

E Fátima é, hoje, mil corações que batem ao mesmo ritmo, um diapasão afinado que vibra a mesma nota, uma Fé gigante de milhares de partículas, um gerador de milhares de volts de energia positiva e renovável, uma Super-nova que atrai todos os corpos,... um enorme Mistério.
Um mistério tão grande que toca até os menos crentes, os cépticos, os intelectuais de esquerda ou de direita, os ateus, os agnósticos e até os imbecis.
Toca-os das mais diversas formas: sensibilizando-os, calando-os, exacerbando-lhes os ânimos e as palavras,a rudeza e a boçalidade, levantando polémicas, despertando-lhes a curiosidade.
Aquela fé não os deixa indiferentes.
Bate-lhes à porta.
Claro que eles são livres de abrir a porta ou não.

Eu sou uma mulher de fé.
Sempre fui.
E apesar das vicissitudes e revezes da vida, eles ainda reforçaram mais a minha fé.
Não gosto de fazer alarde das milhas emoções, a minha fé vivo-a de forma íntima.
Mas hoje senti necessidade de dizer estas palavras.
Talvez porque o meu segundo nome é Fátima?
Necessidade de ser activa nestes tempos difíceis?


Depois,... o 13 de Maio é o dia de anos da minha filhota linda!
Há 28 anos, também estava cá o Papa, eu recebia nos meus braços a bébézoca mais linda que passou pela Maternidade Júlio Dinis.
Hoje é uma mulher!
Parece a Branca de Neve com repinhas, de grandes olhos castanhos expressivos, corpo miúdo e elegante.
De personalidade forte, é lutadora, leal, meiga, teimosa, alegre, sensível, idealista, sonhadora...
É a minha melhor companheira e cúmplice!
Muitos, muitos parabéns, que a vida te sorria sempre por muitos e felizes anos!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

OS DO PORTO COMEM MUITO!

Aqui há tempos numas compras de abastecimento de mercearia cá para casa, encontrei à venda no supermercado, editadas pelo próprio, um livrinho com receitas rápidas e económicas.
Traz coisas muito boas, com fotografias sugestivas e que dão vontade de experimentar.
É de lá que retirei este bacalhau e, sinceramente, para fazer numa pressa ou ao fim de semana em que não se queira trabalhar muito, é o ideal. Eu modifiquei as quantidades porque achei que as que lá vinham não podiam estar bem e foi o que fiz melhor. Assim estas são as minhas quantidades para 3 pessoas. E comeu-se tudo!...

E a propósito de "comeu-se tudo", vou contar uma história rápida. Era ainda bem pequena, numa das voltas turísticas que dava com os meus pais, fomos parar a Leiria. Dormimos por lá, tomamos o pequeno almoço, fomos visitar o castelo e, como estava na hora, decidimos almoçar ali antes de partirmos para a Nazaré. Naquele tempo as campanhas de marketing ainda não existiam e a publicidade era feita por boca. No centro das cidades rapazinhos ou homens abordavam as pessoas e publicitavam este hotel ou aquele restaurante.Assim, parados nuns semáforos, fomos abordados por um rapazinho que, vivaço e diligente, meteu a cabeça pela janela e anunciou que se queríamos comer bem era irmos ao restaurante "tal", que não nos iríamos arrepender, etc. Mas, depois de dito isto, olhou para a chapa que se usava nos tabliers dos carro com a identificação e morada do proprietário, e vendo que éramos do Porto, exclamou:
« Eh, pá, são do Porto?! Os do Porto comem muito!»
Arrependia-se por certo de nos ter aliciado, com medo talvez da reprimenda do patrão, dono do restaurante, que lhe teria dito isso e que os clientes do Porto não dariam lucro, traumatizado com alguma excursão ou má experiência com a gente nortenha!

Achamos tanta piada ao rapaz que, desde essa altura, a propósito de comida ou similar, usamos essa frase « Os do Porto comem muito! », numa piada muito nossa e que agora partilho convosco.

BACALHAU COM NATAS

1 embalagem de bacalhau em posta ou desfiado
2 pacotes de batata palha, frita
2 cenouras
2 cebolas
3 dentes de alho
1 l de leite quente
100 gr de farinha
100 gr de manteiga
1,5 dl de azeite
1 folha de louro
sal, pimenta e noz moscada q.b.
queijo mozzarella ralado

Coloca-se o bacalhau num tacho, coberto com água e leva-se ao lume até ferver. Desliga-se e deixa-se arrefecer dentro de água. Depois limpa-se e lasca-se.

Leva-se as cebolas às rodelas a alourar no azeite, com os alhos e o louro. Juntam-se as cenouras raladas, cozinha um pouco e junta-se o bacalhau.

Faz-se um béchamel, levando o leite com a manteiga e a farinha ao lume, até engrossar e tempera-se com o sal, pimenta e noz moscada.
Adiciona-se a batata frita ao tacho do bacalhau, mistura-se, junta-se metade do molho, rectifica-se de sal e deixa-se ferver.

Deita-se este preparado, num pirex, espalha-se bem, cobre-se com o restante molho, polvilha-se com o queijo ralado e vai a alourar, ao forno, a 200ºC.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

BOLSINHA

Quando eu praticava Tai-chi, o meu professor dizia muitas vezes que o frio ou a dor eram psicológicos. Havia sempre quem reclamasse que não era bem assim, mais coisa e tal.
Na verdade acredito que o poder da mente é muito grande e que se aqueles fenómenos são bem reais, o poder psicológico de os controlar é unicamente responsabilidade de cada um, com maior ou menor capacidade e, até consoante o momento e as situações.
Ora, e eu estou tão filosófica porquê?
Pois é muito simples. Bastam umas palavras de incentivo das amigas virtuais, a compra de um telemóvel novo que necessitava de uma capinha urgente e lá me lanço eu na tarefa de criar, cortar e cozer, depois de tanto tempo inactiva.O modelo foi imaginado por mim, do princípio ao fim.



Digam lá que não está gira?! Sobretudo se tivermos em consideração que as minhas mãos
ainda não estão boas e, para terem a certeza de que não estou a mentir e terem bem a dimensão do meu sacrifício de hoje, vai a fotografia da direita, embora não seja uma coisa bonita de se ver.
Já perceberam o porquê da filosofia inicial?
Pois, a força de vontade é tudo. Olhem só a greta no polegar, que até a agulha se perdia lá! Mas a dor é psicológica e com um penso rápido em cima lá acabei a tarefa.
Só mesmo doida como eu!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A FUGA

Olhando para as datas dos "post" vejo que tenho andado um pouco fugida!
Um pouco, é favor. A quem quero eu enganar?Entre quintas verdadeiras e virtuais, trabalho e mais trabalho, umas mãos todas gretadas e em ferida que não me dão vontade de ir para a cozinha nem me deixam pegar em trapinho nenhum para ver se faço alguma coisa de jeito, assim se vai passando o tempo.
Passando? Não, voando!
A verdade é que tenho as mãos bem malzinhas! Acreditem que não estou a arranjar desculpas para não fazer nada. Enquanto "isto" não passar é bem penoso fazer seja lá o que for. A verdade é que já fui a 3 dermatologistas e não acertam com o remédio para a "coisa" . Claro que já toda a gente me receita as coisas mais mirabolantes que se possam imaginar e, se continuar assim por muito mais tempo, não tardarei a entrar em desespero e a experimentar tudo.

Bom, aqui vai uma receita de mousse de chocolate, que é rápida, fácil, não suja as mãos e é doce quanto baste para compensar esta chatisse de ter as mãos assim. A novidade é que esta mousse é feita com leite condensado. Saiu da tal revista « Segredos de Cozinha» especial.


4 ovos
1 lata de leite condensado
200 gr de chocolate em barra
1 c.s. de manteiga

Mexem-se as gemas com metade do leite condensado, leva-se ao lume até engrossar mas mexendo para não pegar.
Leva-se ao lume a outra metade do leite condensado com a manteiga e o chocolate partido aos pedaços. Mexe-se até este ter derretido.
Misturam-se os dois cremes e deixam-se arrefecer.
Batem-se as claras em castelo e envolve-se com cuidado no preparado anterior. Vai ao frigorífico.

A receita diz para fazer os dois cremes em banho Maria. Sinceramente não tenho paciência nem para banhos Maria nem Manel. Só se for mesmo necessário. Aqui ficou muito bem sem banho nenhum! Façam como entenderem.

terça-feira, 27 de abril de 2010

MÃE

Dia 26 de Abril cá em casa é sempre dia de festa.
Faz anos a minha mãe.
76 este ano.
Claro que inverteu as velas no bolo, numa brincadeira bem dela porque, desde sempre, se aborrece solenemente por envelhecer.
A minha mãe mantém o espírito jovem. É empreendedora, actualizada, peocupada com a conjectura actual, devoradora de histórias e notícias, empenhada em modificar o mundo nem que para isso seja inconveniente. Luta pelo que acredita, mesmo que os outros não queiram, sem esmorecer ou desistir, mesmo que os outros não acreditem na verdade dela. É proactiva, palavra tão em moda nos dias de hoje!
É missionária urbana a bem ou a mal.
É uma optimista matutina que gosta de brincar, arrasta o meu pai pela sala num pé de dança inesperado, prega partidas, adora conversar. Mantém o contacto com todos e é um elo de ligação entre amigos e familiares porque, na correria dos nossos dias, tem tempo para se encontrar ou telefonar a todos.
Adora os filhos e os netos, preocupa-se com eles, dá conselhos, move o céu e a terra (literalmente) para os ver bem.
É a minha mãe...
PARABÉNS mamã, que faças muitos anos felizes !

domingo, 25 de abril de 2010

DOCE, DOCE QUE TE QUERO DOCE

O que é doce nunca amargou e é bem verdade.
Mais uma sobremeasa de colher, fresquinha, a chamar o tempo quente, mas suficientemente calórica para se comer ainda nesta época. Daqui a uns tempos, não há-de tardar muito, vamos querer os frescos e light! Agora, ainda queremos alguma coisa que nos console deste desalento geral...
Esta sobremesa é um cruzamento do doce da avó com o tiramisu, sem mascarpone!
É muito bom e rápido de fazer. Foi sucesso garantido junto dos homens cá da casa e o meu marido até nem é muito de doces!
A receita foi tirada de uma das últimas revistas de culinária, só com doces de leite condensado, que comprei na bomba de gasolina, mas que não sei no momento qual é.



DOCE FRESCO DE LEITE CONDENSADO

1 lata de leite condensado
4 ovos
300 ml de leite
1 c.s. de maizena
2 c.s. de açucar baunilhado
1 pacote de natas
8 palitos de champanhe
café q.b.

Numa caçarola, mistura-se o leite condensado com as gemas de ovo, o leite e uma colher de maizena.
Leva-se ao lume até engrossar, mexendo para não pegar.
Deita-se numa taça e deixa-se arrefecer.
Cobre-se com os palitos de champanhe embebidos em café.
Batem-se as claras em castelo com uma colher de açucar.
Batem-se as natas em chantilly com uma colher de açucar.
Envolvem se as natas nas claras com cuidado e deitam-se em cima do preparado anterior.
Polvilhei com chocolate em pó e canela.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

NOODLES

A Nigella e o James chamam-lhe "comfort food" e mais não é do que aquela comida que em certas alturas temos uma necessidade imperiosa de comer porque nos reconforta a alma e recompõe o corpo. Ao fim de um dia de trabalho, de uma reunião chata, de uma discussão, naqueles dias "não" em que tudo parece correr mal ou simplesmente porque sim, porque apetece.
Cada um tem as suas necessidades específicas e mesmo essas variam de dia para dia ou de hora.Pode ser uma bomba hipercalórica, uma comida da infância, um gelado ou um chocolate.
Eu dou comigo muitas vezes a ter necessidade de saladas variadas mas a massa resulta sempre muito bem.
Noodles! De todas as maneiras. sem receita certa, ao sabor do momento!


Salteio duas colheres de sementes de sésamo num pouco de azeite e quando começam a tostar e a saltar na frigideira junto cogumelos frescos laminados e deixo cozinhar.
Ponho os noodles (massa chinesa com ovos), a cozer num pouco de água com sal.
Depois de ferverem 3 a 5 min, junto os noodles aos cogumelos e tempero com uma colher de sopa de molho de ostra e outra de molho de soja.

Às vezes junto mais legumes e como-a simplesmente assim. Desta vez juntei carne picada estufada.Huuuuummmmm!Era deste conforto que precisava hoje!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

VAIDADE



Vejam quem se passeia pela minha quinta.Tenho um casal de faisões independentes e barulhentos.
Quem disse que todas as fêmeas são vaidosas?
Este é o macho, imponente, vaidoso, vestido de grande gala.
É um espectáculo de cores!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DEZASSETE


Parece que foi ontem que nasceu o meu filhote, que andava atrás de mim a pedir colo e já passaram 17 anos!
Este fim de semana foi de festa aqui em casa e ainda bem que o sol e o calor animaram os nossos dias!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TAPIOCA

Podia dizer que já não me lembro de comer tapioca mas não é verdade.

Lembro-me de ser pequena e comê-la, poucas vezes é certo, feita pela minha avó materna. Eu ficava meia desconfiada a olhar para aqueles grãos translúcidos, que me pareciam olhos de peixe, mas que acabava por comer seduzida pelo doce e pela canela.

Talvez por isso quando andava às compras naquele supermercado espanhol que conhecemos, na secção dos produtos japoneses, não resisti ao pacotinho do que pareciam ser bolinhas de esferovite pequenas e trouxe o pacote para casa.

Não é ser dondoca, não. Eu sei que há tapioca à venda em qualquer supermercado, mas em embalagens de cartão onde não se vê o produto Os olhos também comem. Esta vinha num pacote de celofane, com umas lindas letras japonesas pintadas, as bolinhas ali a saltarem...! Pronto está bem, comprei e já está.

Ora vim para casa e resolvi matar saudades. Nunca tinha feito mas seguindo as instruções do pacote, mais umas invenções minhas, o resultado foi bem bom.



TAPIOCA

2 a 3 c. s. de tapioca por pessoa
1 lata de leite de coco
açucar mascavado a gosto
água
canela

Coloquei a tapioca de molho, no dobro de volumede água, durante uma hora (reduz o tempo de cozedura). Levei ao lume a cozer na água que sobrou e juntei-lhe a lata de leite de coco e o açucar. Em lume brando fui mexendo para não pegar. Como gosto das coisas cremosas e não secas juntei-lhe um pouco de leite normal. Deixei que ficasse translúcido por igual.
Deitei numa travessa e polvilhei com canela. Ficou excelente.

domingo, 4 de abril de 2010

PÁSCOA

Aqui está o folar da Páscoa, típico de Trás-os-Montes.

Na verdade eu ainda tive o privilégio de assistir a vários rituais tradicionais que hoje já não existem, quando era pequena e ia de férias para a aldeia.

As mulheres da aldeia juntavam-se em grupos de duas ou três para amassarem e cozerem o pão e os folares da Páscoa no forno comunitário, ou nos vários privados que os mais abastados possuiam.
Eu era muito pequena e ficava impressionada com todos os passos daquela imensa dança que era fazer a massa. Invariavelmente mandavam-me estar quieta ou fechar a porta para a massa não se "constipar", fazer pequenas tarefas como derreter o sal na água, ir buscar isto ou aquilo. Para uma criança da cidade habituada a que a padeira deixasse o pão à porta estes rituais soavam-me a alquimia.

Quando as fogaças já estavam prontas e eram metidas no forno, marcavam-se com pauzinhos ou buracos na massa, para saber o que era de quem, puxavam-se as brasas para a entrada e tapava-se o forno. Em seguida rezava-se uma salvé-rainha para que a fornada saísse bem cozida e saborosa. Sim, que nestas tarefas mais vale invocar a protecção divina, não vá o diabo tecê-las.

Com os folares era a mesma coisa com a diferença da quantidade de azeite e manteiga derretida que se juntava à massa e as dúzias de ovos ( caseiros) que levava. Depois eram as carnes de chouriço, salpicão e presunto que se tinham reservado do fumeiro, feito na matança do porco, no Inverno.

A grande chatisse é que os folares, lá em casa, eram feitos sempre na sexta-feira santa e não se podia comer carne. Era só salivar quando as formas com os folares começavam a ser trazidos do forno para casa. Felizmente a minha avó era previdente e fazia sempre um folar sem carne para podermos provar. Sábado começava a desforra com folar logo ao pequeno almoço.

Este folar não foi feito com ovos caseiros, as carnes foram compradas, não acendi o forno de lenha, embora tenha um na minha cozinha, não o amassei à mão nem segui todas aquelas voltinhas mas ficou muito bom e deu para satisfazer o gosto de ter e comer um folar da Páscoa como os da minha infância.



FOLAR

1kg de farinha
8 ovos inteiros
60 grde fermento de padeiro
3 dl de azeite
2dl de margarina derretida
1 c.chá de sal
carnes fumadas variadas cortadas

Desfaz-se o fermento em pouca água morna. Junta-se metade da farinha, mistura.se e vai-se juntando os ovos um a um. Acrescenta-se o azeite com a margarina derretida e morna, a restante farinha e o sal. Amassa-se tudo e a massa deve ficar mole, se for necessário deve juntar-se um pouco de água ou leite.
Deixa-se levedar 2 horas em lugar aquecido. Divide-se a massa em três partes e forra-se uma forma untada com uma camada espalham-se bem as carnes, alterna-se com massa e carne até terminar com massa. Vai ao forno médio a assar até estar bem cozida.
Em alternativa usa-se a MFP colocando primeiro todos os líquidos e depois os sólidos. Depois seguem-se os passos descritos.

Agora vou esperar o "Compasso" que está aqui a chegar, não tarda nada. Embora esteja no Minho também por aqui ainda se mantém esta tradição da visita da Cruz do Senhor, às casas católicas. BOA PÁSCOA.

domingo, 28 de março de 2010

RAMOS


Hoje é Domingo de Ramos.
Este é o raminho que eu preparei para hoje.
Festeja-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
Daí darmos os "ramos" às madrinhas para elas nos darem o"folar".

sexta-feira, 26 de março de 2010

BIFES DE PERU

Não gosto muito de peru. É uma coisa que se come raríssimas vezes cá em casa e uma delas é no Natal, por pura tradição. Já sei que a carne é saudável, que se devia comer mais vezes do que as carnes vermelhas, blá,blá, blá, eu sei! Mas não gosto...
Desta vez por achar a fotografia da receita muito apelativa ou talvez por levar endro, resolvi abrir uma excepção e experimentar estes bifes. Realmente são excelentes e com tantos sabores nem se dá conta de que estamos a comer peru. Experimentem que vale a pena.


BIFES DE PERU COM ANCHOVAS, PEPINO DE CONSERVA E ENDRO

5 filetes de anchova
2 c.s.de azeite
3 bifes do peito de peru
2 c.s. de vermute
2 pepinos de conserva picados
2 c.s. de endro fresco picado

Fritam-se os filetes de anchova no azeite e vai-se mexendo até derreterem.
Fritam-se rapidamente os bifes, virando de um lado e do outro, retiram-se e reservam-se.
Junta-se o vermute, os pepinos picados e deixa-se ferver cerca de um minuto.
Verte-se o molho sobre os bifes e polvilha-se com o endro picado.

Simples, não é? Eu usei maiores quantidades, a lata das anchovas toda, mais uns bifinhos que os homens cá de casa comem bem, não fui sovina com o vermute nem com os pepinos.
A receita? Claro, ainda da Nigella.



quarta-feira, 24 de março de 2010

SALADA DE BATATA

As batatas novas fazem-me sempre lembrar dias quentes e pratos primaveris porque quase sempre são acompanhadas de legumes frescos dessa época.
Isto é uma maneira de falar porque com as estufas e a globalização, há sempre os mesmos legumes e frutas em qualquer época. Mas eu refiro-me aqueles produtos que sabem aquilo que são e não aos que são muito bonitos e perfeitos mas depois não sabem a nada!
Vai daí vi umas batatas novas, que têm que ser de estufa certamente, digo eu, que não percebo muito de agricultura e não resisti, comprei-as.
Isto o tempo anda tão chocho que a gente faz de tudo para se animar um pouco. Mesmo dar 1.99€ por 800gr de batatas. Escandaloso não é? Bom vejamos o lado positivo, um anti-depressivo era mais caro, verdade?
Pois foram estas batatas que transformei numa bela salada, tirada daquele livro da Nigella. Pois,pois, aquele... Digo-vos que gostei imenso e que vai ser repetido cá por casa muitas vezes, sobretudo quando eu já tiver as minhas próprias batatas novas cá fora.


SALADA DE BATATA QUENTE

batatas novas raspadas
4 cabolinhas finamente cortadas
1 c.s. de azeite de alho
8 fatias de bacon
1 c.s de mostarda em grão
1-2 c. de chá de vinagre branco

Cozem-se as batatas em água com sal, até estarem tenras.
Depois de cozidas, deitam-se numa taça e polvilham-se com as cebolinhas.
Aquece-se o azeite e cozinha-se o bacon até ficar estaladiço.
Desliga-se o lume e junta-se o vinagre e a mostarda, junta-se às batatas e mistura-se bem. Deixam-se ficar assim durante uma hora.

Claro, que eu fiz algumas alterações à receita. Substituí as fatias de bacon por cubinhos pequenos. Depois não usei cebolinha, o meu filho não aprecia muito. Em vez de azeite de alho, esborrachei dois dentes e estalei-os no azeite. Por fim não deitei o molho em cima das batatas , deitei sim as batatas no molho e salteei-as um pouco. Servi-as quentes sem esperar a tal hora. Foi deste resultado que gostei embora a receita da Nigella também deva ficar saborosa. Acompanhei com uns bifes de peru cuja receita segue em breve.

terça-feira, 23 de março de 2010

VAIDADE!


Ai quem me dera
Ser imperturbavelmente bela!
Namorar
Ou simplesmente admirar
A imagem num qualquer vidro espelhado...
E, por toda a eternidade,
Arrastar meus longos vestidos
De seda e brocado
Pelos jardins do Éden,
De um cristalino Palácio!

Às vezes a cidade surpreende-nos com imagens que nos inspiram. Aconteceu hoje comigo, quando já atrasada para uma reunião, no Palácio de Cristal, me senti obrigada a parar e registar o momento. As palavras foram-me surgindo depois em transe nostálgico.

segunda-feira, 22 de março de 2010

CROQUE MONSIEUR

Esta é uma receita francesa, antiga e bem conhecida de todos. Tão conhecida que cada cozinheiro tem a sua própria versão da mesma e, a cada passo, mostram-na na TV e editam-na em livros e revistas.

É ideal para comer num jantar light, daqueles em que estamos sós ou a dois e não apetece cozinhar. Também pode ser comida ao pequeno almoço ou ao lanche dependendo do apetite de cada um. Se for ao jantar acompanhem com uma boa salada, nas outras refeições não precisa de mais nada.

Comecem já a experimentá-la, a falar nela porque creio bem que nos tempos mais próximos vai ser o prato da moda.
É, é verdade!
Na comédia « Amar é complicado», com a Meryl Streep, ela a dado passo cozinha este prato, já tarde da noite, para o arquitecto que lhe vai aumentar a casa e futuro namorado, para desespero do ex-marido que espreita do jardim através da janela.
Estão a ver porque é que surge aqui esta receita? Pois é, fui ver o filme, matei-me a rir e resolvi cozinhar uma receita que já há uns bons anos não comia. Influência da Merryl. Só que eu fiz o prato para nós os três; eu, marido e filho. Sem comédia!


CROQUE MONSIEUR

6 fatias de pão ( usei de mistura centeio e trigo)
mostarda q.b.
6 fatias de fiambre
queijo ralado ( Gruyère, Emmental ou Cheddar)
1 pacote de natas (ou 80ml de leite)
2 ovos
sal e pimenta

Barrei as fatias de pão com mostarda, coloquei as fatias de fiambre no meio, tipo sanduíche.
Coloque-as num tabuleiro de ir ao forno.
Batem-se os ovos com as natas, temperam-se com o sal e a pimenta, vertem-se em cima das sanduiches. Tapa-se com película aderente e vão ao frigorífico enquanto absorvem o líquido.
Na altura de cozinhar, cobrem-se com queijo ralado e vão ao forno a 200º, durante 20 min.


Vão ver o filme se querem desanuviar e rir um bocado porque é uma comédia muito soft, depois
experimentem a receita light e têm um serão bem passado!