segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A RAPARIGA QUE SONHAVA COM UMA LATA DE GASOLINA E UM FÓSFORO

Despachei literalmente de uma assentada o 2º volume do Stieg Larsson, 611 páginas, « A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo». Passei o dia enfiada no sofá da sala e só me levantei para dar cumprimento às funções mais primárias e inadiáveis. Não me lembro de melhor maneira de passar o meu último dia de férias.


O livro é simplesmente fabuloso em termos de capacidade de reter toda a nossa atenção, de nos prender e compulsivamente querermos saber sempre mais. Eu até nem sou fã de policiais mas estou rendida completamente ao estilo de Larsson..
Desta vez a acção gira toda à volta de Lisbeth Salander que depois de umas merecidas férias de um ano, regressa à Suécia e, com os inesperados milhões de coroas que tem na sua conta bancária resolve mudar de casa, de vida e de emprego. Quando está finalmente instalada começa a fazer uma ronda pelos seus antigos conhecidos, começa a descobrir as actividades em que cada um anda envolvido e isso começa a despertar o seu interesse. Inesperadamente, vê-se acusada do assassínio de um casal, ela, Mia Johansson, criminalogista e ele Dag Svensson, jornalista que investigavam uma rede de trafico de mulheres de leste e o negócio da prostituição, a que se junta mais tarde uma terceira vítima, o advogado seu tutor.
Os dados estão lançados, uns vêem-se envolvidos involuntariamente na história, outros poucos, que gostando de Lisbeth se colocam do seu lado e procuram a verdade e ainda uma quantidade de polícias que levam a cabo as investigações, todos procuram frenéticamente Lisbeth que, misteriosamente, sumiu sem deixar rasto. Aparentemente ninguém sabe porque é que ela terá matado os três e que ligações haverá entre eles que justifiquem as suas mortes. Mikael Blomkvist acredita que o assassínio está relacionado com o livro de Dag, que a Millenium ia editar interligada à tese de doutoramento de Mia. A polícia obstinadamente segue outra pista. Armanskij, antigo patrão de Lisbeth entra na corrida, com uma investigação paralela à da polícia. As televisões e jornais anunciam o nome e rosto de Lisbeth, explorando com foros de sensionalismo, pormenores da sua vida que vão sendo apurados nas investigações e há quase uma condenação pública nos midia, de que ela é a criminosa...
Uma rede de intrigas jornalísticas, três investigações sobre o mistério dos assassinatos, peripécias atrás de peripécias vão-nos desvendando que há mais em jogo dos que aquilo que sabemos. As peças de uns e de outros começam a completarem-se como um puzzle.

De repente descobrimos e acompanhamos Lisbeth Salander sem que nenhum dos outros saiba dela e do que faz. Torcemos e simpatizamos com esta mulher miuda , lutadora e solitária. Desejamos que vença quando finalmente compreendemos toda a verdadeira dimensão da infelicidade da sua vida e compreendemos finalmente o drama que lhe ensombrou toda a adolescência. Percebemos o porquê” do seu ódio aos homens que odeiam as mulheres” e torcemos para que os outros também descubram isso.

O livro acaba com a demanda solitária de Lisbeth, na tentativa de resgatar o seu passado vingando-se do culpado de toda a sua vida e também, indirectamente, culpado dessas mortes. O seu mais fiel defensor e amigo Mikael Blomkvist que lhe adivinha os passos, segue-a e tenta salvá-la caso haja um fracasso.
Não revelo mais nada do argumento porque seria estragar o prazer da leitura. Aliás este volume fica com a acção em aberto e temos que ler o terceiro para descobrir o que se vai passar a seguir. Como vêem o suspense continua ...Acho que vou a correr começar o 3º volume que está ali pousado a chamar insistentemente por mim!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OS HOMENS QUE ODEIAM AS MULHERES

Em tempo de férias ler tem outro sabor.
Não haver horários para nada, não ter compromissos nem prazos, nem sequer para comer, faz com que ler seja onde e quando se quiser, sem obrigatoriedade de parar. Aaaahhh! E como é bom!
O livro que me acompanhou nos primeiros dias de praia e que li de um fôlego tem tudo para ser um bom companheiro de férias: aventura, mistério, suspense, actualidade, política, policial, amor, sexo, que se sucedem de forma veloz, em 539 páginas tão bem escritas e que nos prendem ao enredo magistralmente.


« Os homens que odeiam as mulheres » é o 1º volume de uma trilogia escrita pelor Stieg Larsson. Jornalista e editor da revista Expo, Stieg Larsson foi um dos maiores peritos mundiais no estudo de movimentos antidemocráticos, de extrema-direita e nazis. Digo “foi” porque já morreu, exactamente depois de entregar os três volumes da trilogia Millennium .Morreu de causas naturais, ao que parece e, apesar de todas as mortes serem lamentáveis, depois de o lermos, concordamos que tenha sido cedo demais.
Mas afinal de que trata o livro?


Começa tudo com um escândalo jornalístico sobre um banqueiro que, devido a falta de provas que justifiquem as acusações publicadas, levam à condenação de Mikael Blomkvist, jornalista e editor da revista Millennium.
Afastado voluntariamente da revista, é contactado e contratado pelo patriarca de uma das grandes famílias suecas, Henrik Vanger, dono de uma sólida indústria com ramificações em diversas áreas. A proposta que ele faz ao jornalista é insólita e aliciante; descobrir o mistério da morte de uma sua sobrinha-neta, há 40 anos atrás, pagando-lhe uma avultada soma em dinheiro mas, melhor que tudo, dando-lhe em troca provas concretas da corrupção do “tal” banqueiro que lhe permitirão a vingança . Como disfarce para a sua investigação, dado que a família Vanger é um ninho de víboras, diria a todos que estava a escrever a história da família.
Esta é a 1ª parte da história, as 122 páginas iniciais.
A partir daqui temos um Mikael que se instala lá bem a norte da Suécia, numa pequena cabana em Hedestad, gelada e solitária, deixando para trás a sua amante e sócia à frente da revista. Começa a investigar e estudar a família em questão e a analisar o dia fatídico da morte de Harriet.
Fascinante é a segunda personagem mais importante, Lisbeth Salander, freelancer numa empresa de investigação privada, uma hacker fabulosa, que investiga Mickael a pedido de Vanger. De personalidade fechada, altemente problemática e irrascível vai acabar por trabalhar com Mikael e envolver-se afectiva e fisicamente com ele. Juntos vão passar por algumas vicissitudes, perseguições e finalmente descobrir o mistério de Harriet Vangler.
Não vos vou contar mais pormenores porque tiraria todo o interesse a quem o quiser ler. Direi apenas que é bem interessante o contexto político e económico sueco onde se passa a acção, a actualidade do mundo e submundo da imprensa, as novas tecnologias e a sua aplicação fascinante à espionagem electrónica.
Não percam. Leiam!
Segue-se em breve, espero, « A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo », 2º volume desta trilogia e que já está na minha mesa à espera de vez. O 3º é « A rainha no palácio das correntes de ar». Sugestivos os títulos, não?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

SÓ PARA QUE CONSTE...

Hoje só venho "fazer revisões da matéria dada".
Não, não me estou a referir à rentrée escolar, embora Setembro já esteja à porta.
Venho só mostrar o resultado dos tomates que sequei ao sol. Ficaram bem bonitos, foi mesmo na altura certa já que o tempo voltou a arrefecer. Agora passaram à segunda fase mergulhados numa conserva de azeite, louro, alho, pimenta, sal e orégãos. Prontos para serem consumidos no Inverno, huuummmm!


A outra coisa que vos quero mostrar é este pão fabuloso, o melhor que fiz até agora. Vejam que bom aspecto já que, quanto ao sabor, terão que acreditar na minha palavra, estava saborosíssimo! A massa é aquela rápida que se guarda no frigorífico "montes" de tempo.


Não há nenhuma novidade mas tinha que dar o meu testemunho:
1º Vale a pena secar os tomates ao sol e resulta muito bem. Experimentem!
2º Esta massa é mesmo boa e dá um jeito enorme tê-la pronta para qualquer emergência!

A Ameixa, deixou-me um desafio e um selinho, vindo dela não podia deixar de aceitar, agaradecer e responder.Aqui vai:

Uma música mágica: São tantas... Shine On You Crazy Diamond, dos Pink Floyd
Um filme mágico : Era uma vez na América
Uma viagem mágica: Argentina, Buenos Aires (talvez a que gostei mais embora goste tanto de viajar que para mim são todas mágicas)
Maquilhagem mágica:Risco inferior nos olhos e rimel.

sábado, 22 de agosto de 2009

COMPOTA DE TOMATE E GENGIBRE

Chegou a época dos tomates em força!
Não sei porquê, isto não me soa muito bem, no entanto é a mais pura das realidades.

Tenho ali no meio da minha cozinha um jigo enorme de tomates.


Não há cozinhado a que eu não deite tomate, refeição que não seja acompanhada de enormes saladas de tomate e, agora, chegou a altura das compotas de tomate. Há um ditado que diz « No tempo da tomateira, não há má cozinheira», o povo lá sabe e tem, quase sempre, razão!

COMPOTA DE TOMATE E GENGIBRE

1 Kg de tomate pelados, sem semente e partidos aos cubos
50gr de gengibre fresco partido bem pequeno
1 pitada de sal
1 chávena e 1/2 de açucar
1/4 chávena de sumo de limão

Mistura-se o tomate com o gengibre e o sal,numa taça de vidro, cobre-se com película aderente e deixa-se no frigorífico durante a noite.

Coa-se o líquido resultante e vai ao lume com o açucar mexendo e, depois de ferver, deixa-se mais 8 min até ficar xarope espesso. Deitam-se os tomates e o sumo de limão e mexe-se até cozer, mais 10 min, até adquirir consistência de geleia. Retira-se do lume , deixa-se arrefecer. Serve-se a acompanhar carne assada.


Eu fiz o dobro da quantidade e deixei mais tempo ao lume para poder guardar em frascos sem se estragar e poder usar ao longo do ano. O gengibre dá um gostinho óptimo e diferente.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

RECEITA CASEIRA DE SEITAN

Apresento-vos hoje uma receita caseira para fazer seitan em casa. Além de se economizar bastante em relação ao comprado no supermercado, é muito mais saboroso e rústico.

As receitas que conhecia obrigavam a amassar durante bastante tempo, deixar repousar uma data de horas, voltar a amassar, lavar etc. Ou seja, desmoralizavam muito e não dava vontade nenhuma de começar.
Esta receita não dá trabalho e é rápida. Estão a ver? Claro,tem tudo a ver comigo.



SEITAN

600ml de água
1 kg de farinha de trigo integral

Coloco na máquina do pão e escolho o programa "massa". Ao fim de 15 min está pronta.
Coloco a massa num coador grande e meto-a debaixo da torneira, com um fio de água, lavo-a, amassando-a ligeiramente, até a água sair completamente transparente.

Nas primeiras vezes que se faz dá a sensação de que se vai perder tudo, que se desfaz e ficamos sem nada. Tenham calma que é mesmo assim, a massa fica reduzida a 500 gr e no final da lavagem aperta-se tudo e volta a ficar agregada.

O passo seguinte é pôr a massa a cozer numa panela com água a cobri-la, juntar a essa água meio copo de molho de soja ( eu deito um pouco menos) e um ramo de ervas aromáticas a gosto. Eu coloco tomilho, salsa, alecrim, 2 folhinhas de salva, enfim o que tenho à mão. Demora 10 a 15 min a cozer e está pronta a comer assim ou a partir em fatias e usar em qualquer outra receita que queiram.

Já reparei que a marca das farinhas, tem influência no resultado final, o aspecto varia, mas qualquer uma fica saborosa. Também se pode fazer com uma mistura de farinha integral e normal. Quem não tiver máquina de pão deverá amassar e sovar a massa durante uns 10min, depois deixar repousar de 5 a 7 horas, amassar outra vez e seguir os passo que digo em cima.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

TOMATE SECO

Depois de ver aqui e ali, num ou noutro blog, receitas que levavam tomate seco andava com bastante vontade de experimentar secar os que a minha horta produz. Na verdade, todos os anos por esta altura, tenho uma produção tal que, para além de os cozinhar de todas as maneiras, de os congelar e de fazer doce ainda se estragam muitos.
O problema é que todas as receitas para secar tomate me pareciam demasiado trabalhosas e demoradas. Convenhamos que 24 h de forno ligado no mínimo não era muito o meu género. Secá-los ao ar livre não tem sido possível pois o Verão o ano passado foi o que foi e o deste ano não ia melhor. Mas eis que finalmente vêm estes dias maravilhosos, a fazer lembrar os Verões antigos, e zás nem hesitei toca a preparar dois crivos e pô-los ao sol.
Encontrei uma boa receita rápida e pelos comentários, bem eficaz. Vou secar estes ao sol e depois, se o tempo se estragar, experimento no microndas.


TOMATES SECOS

Cortam-se os tomates ao meio e tiram-se as sementes, coloca-se uma colherinha de café de vinagre em cada tomate cortado, polvilha-se com sal e açúcar que se misturou antes na proporção de uma colher de sal para meia chávena de açucar.
Colocam-se no microondas com a pele para baixo no prato do microndas, por 25 minutos e a cada 5 minutos deita-se fora o excesso de água dos tomates, viram-se e deixam-se de 10 a 15 minutos (potência alta) ou até parar de sair água
Sugestão: Não coloque no microndas os 3kg de tomates de uma só vez, coloque os tomates de modo a completar o prato, uns ao lado dos outros
Após o microndas, levam-se ao forno 200° C por 1/2 hora ou até que a pele fique um pouco seca.

Os meus estão num telhadinho, a secar ao sol, devidamente tapados com uma rede, para os insectos não pousarem neles, e com o crivo forrado com papel vegetal que furei com a ponta de uma faca, várias vezes.

Quando estiverem secos deitam-se em frascos com a seguinte mistura para os conservar:

1 chávena de azeite
6 dentes de alho espremidos
1 colher de sobremesa de orégãos
1 colher de sobremesa de sal
folhas de louro
pimenta a gosto

Depois mostro-vos o resultado. Hummmmmm!

domingo, 9 de agosto de 2009

SPA

Fui visitar uns amigos, muito amigos e aproveitei para fazer um curto tratamento de SPA, numa das nossas estâncias termais que fica perto da casa deles.
Na verdade, quando pensamos em termas associamo-las a uma coisa chata, para pessoas doentes ou velhotas. Não sei se convosco isso também acontece.




O que se passa é que as nossas termas souberam acompanhar a mudança dos tempos, remodelaram-se e oferecem um óptimo serviço de águas e massagens, acompanhadas de bons produtos naturais para relaxar desta vida stressante, com pessoal qualificado. Atendem-nos amavelmente em instalações modernas, confortáveis, sofisticadas, com música relaxante e aromas calmantes e depois de nos entregarmos nas suas mãos, saimos de lá melhores pessoas. Pelo menos pessoas mais calmas, de pele bem tratada e alma revigorada. Foi o que se passou comigo. Fiz pedras vulcânicas, massagem facial, massagem parcial, Vichy, lamas etc...
Depois disto, que não é publicidade, pensem em visitar umas e atrevam-se. Vão ver como é bom!

Na despedida a minha amiga ofereceu-me o sol, num belo ramo de flores do quintal dela, mas eu diria que ela é que é o sol!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CHÁ DE LÚCIA-LIMA

Regressei!

Hoje parece que estive a fazer aromoterapia.
Aproveitei a poda dos arbustos do jardim para colher as folhas da lúcia-lima e secá-las para o chá que me animará todo o ano.
Tenho as mãos mais perfumadas de toda a redondeza e passei um bocado bem agradável, ao fresco, a ripar as folhas dos raminhos. Agora é só esperar que sequem e guardá-las.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

77 ANOS

Ontem foi dia de festa.
O meu pai fez 77 anos!
Linda capicua.
Por isso toda a família se deslocou a Trás-os-Montes, onde os meus pais estão a passar férias, para festejar com ele, dar-lhe muitas prendinhas, muitos beijinhos, porque ele merece.
Poderia contar muitas histórias, evocar muitas recordações, escrever um lindo texto, mas não me apetece. Prefiro aproveitar estes momentos em que estamos todos juntos e felizes!

sábado, 1 de agosto de 2009

A TAL MASSA QUE SE PODE GUARDAR!


Ouvi falar tanto desta massa, li tantas coisas boas sobre ela, vi tantas aplicações em tantos blogues que não resisti e tive que experimentar.
Já que estou em férias era agora a altura ideal. Não fiz nenhum dos maravilhosos pães que vi por aí.Fiz duas belas pizzas e realmente é fantástico poder guardá-la tanto tempo no frigorífico e usá-la quando queremos.
Quanto aos ingredientes usei os que tinha à mão e cada um pode usar os que quiser.
Nham,nham,nham!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

MANTEIGA DE ERVAS





As manteigas de ervas são muito úteis tanto para usar em molhos,em peixe e carnes grelhadas ou simplesmente para barrar no pão.
Piquei uma mistura de ervas aromáticas que colhi na minha horta e misturei-as com manteiga com sal. Depois de bem envolvidas, deitei a mistura em papel vegetal, enrolei num cilindro e levei ao frigorífico, no mínimo 24h até ser usada. Esta destinava-se a barrar no pão e usei, estragão, salsa, tomilho, segurelha, 2 folhas de salva, coentros e 150gr de manteiga.

Sugestões:

Manteiga de coentros e alho - Excelente para pincelar trutas antes de as grelhar. 1c.s.de coentros e 2 dentes de alho

Manteiga de endro - Ideal para pincelar salmão.Misturar na manteiga 1 punhado de folhas de endro picadas.

Manteiga de salsa e tomilho - Óptima para temperar frango antes de o assar.Use 2 c.s de folhas picadas.

Manteiga de folhas de salva - Para temperar costeletas de porco grelhadas.Bastam 3 folhas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

MOJITO

E porque é Verão e o tempo começa a melhorar, aqui fica uma sugestão fresca.



MOJITO

4 cl Rum
sumo de ½ lima
1c.s açucar mascavado
água gaseificada ou não
10 Folhas de Hortelã
gelo a gosto

Colocam-se as folhas de hortelã, o açúcar e o sumo de lima num recipiente.
Com um pilão, esmagam-se os ingredientes. A quantidade de sumo de hortelã libertada fica ao critério de cada um. Coloca-se tudo num copo alto e junta-se o rum, o gelo moído, água gaseificada ou lisa e mexe-se suavemente.
Decora-se com um raminho de hortelã no próprio copo e bebe-se por uma palhinha.
Chim chim!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

DISTO E DAQUILO



Com esta chuva torrencial que apenas alivia por breves momentos para aquela "morrinha" chata e, logo a seguir, volta a cair desapiedada e forte, só me vem à memória este poema / canção que não resisto a transcrever:

BARBARA

Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest ce jour-là
Et tu marchais souriante
Épanouie ravie ruisselante
Sous la pluie
Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest
Et je t’ai croisée rue de Siam
Tu souriais
Et moi je souriais de même
Rappelle-toi Barbara
Toi que je ne connaissais pas
Toi qui ne me connaissais pas
Rappelle-toi
Rappelle-toi quand même ce jour-là
N’oublie pas
Un homme sous un porche s’abritait
Et il a crié ton nom
Barbara
Et tu as couru vers lui sous la pluie
Ruisselante ravie épanouie
Et tu t’es jetée dans ses bras
Rappelle-toi cela Barbara
Et ne m’en veux pas si je te tutoie
Je dis tu à tous ceux que j’aime
Même si je ne les ai vus qu’une seule fois
Je dis tu à tous ceux qui s’aime
Même si je ne les connais pas
Rappelle-toi Barbara
N’oublie pas
Cette pluie sage et heureuse
Sur ton visage heureux
Sur cette ville heureuse
Cette pluie sur la mer
Sur l’arsenal
Sur le bateau d’Ouessant
Oh, Barbara!
Quelle connerie la guerre!
Qu’es-ce-tu devenue maintenant
Sous cette pluie de fer
De feu d’acier de sang?
Et celui qui te serrait dans ses bras
Amoureusement
Est-il mort disparu ou bien encore vivant?
Oh, Barbara!
Il pleut sans cesse sur Brest
Comme il pleuvait avant
Mais ce n’est plus pareil et tout est abîmé.
C’est une pluie de deuil terrible et désolée
Ce n’est même plus l’orage
De fer d’acier de sang
Tout simplement des nuages
Qui crèvent comme des chiens
Des chiens qui disparaissent
Au fil de l’eau sur Brest
Et vont pourrir au loin
Au loin très loin de Brest
Dont il ne reste rien.


JACQUES PRÉVERT

Se a memória não me falha dizia o Mário Viegas que a poesia era para se comer às colheres. Depois desta colherada poética vai uma receita mais material.

Já agora, com chuva ou sem ela, sabe sempre bem um grelhado, deixo-vos um pratinho muito saboroso e saudável, que retirei da Mulher Moderna de Julho, mas a que modifiquei o molho.

ENTREMEADA COM LEGUMES



4 batatas
2 cenouras
1 courgette
600gr de entremeada
1,5 dl de azeite
1/2 limão ( sumo)
3 dentes de alho
2 c.s. de coentros picados e salsa
salsichas creoulas
sal,colorau q.b.

Cozi os legumes todos, depois de descascados, em água com sal, deitando a courgette em último.

Grelhei a entremeada,que estava já temperada com sal, colorau e alho e as salsichas.

Numa frigideira fervi o azeite com o alho, uma folha de louro e colorau, reguei com o sumo de limão e antes de desligar polvilhei com a salsa e os coentros picados. Reguei a carne com este molho e servi com salada de tomate e pimentos grelhados.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

FREE AT LAST!

Minhas amigas, finalmente entro em férias!
Já não era sem tempo.
A partir de hoje mudo-me para este lugarzinho paradisíaco, onde tenciono jiboiar o próximo mês, com umas escapadelas aqui e ali. Sem fazer nada a não ser ler, dormir, comer, conversar com os amigos que apareçam, dar uns mergulhos se o tempo ajudar, e...mais nada que isto já é uma agenda muito preenchida!
Perdoem-me se comentar pouco os vossos blogs porque a net lá, é aquilo que se sabe, lenta, lenta, até perder a paciência, mas vou espreitando e postando sempre que possível.
Entretanto...façam o favor de serem felizes!
Eu vou tentar fazer o mesmo. :)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ANOTHER ONE

Gostei tanto do quilt que fiz em cor-de-rosa que resolvi fazer outro, desta vez em azul.
Deu-me imenso prazer bordar estas coisinhas fofas e trabalhar com cores tão mimosas, talvez por isso saiu tudo tão bem feitinho e tão depressa.
Os bordados são, tal como no outro, da Cinderberry Stitches. Os tecidos são uma miscelânia do que tenho cá por casa, uns do Chiadinho, da Noussnouss, da Patch-Mania e do Dotquilts. É assim, com trapinhos de todos os lados, e misturando tudo, que eu acho que se fazem coisas giras. Estou mesmo orgulhosa do meu trabalho!




This is another baby quilting but this time in blue. I've loved so much to do the pink one that I've decided to do another one. It's a great pleasure to stitch this flufy things and work with this soft colours, that's why the result it's so good and why I work so fast.
The pattern is from Cinderberry Stitches and fabrics are a medley that I have were at home from Chiadinho, Nousnous, Patch-mania and Dotquilts. I'm proud of my work!

domingo, 12 de julho de 2009

SALADA GREGA

Tomei contacto, pela primeira vez, com esta salada, em Salónica, há já uns anos.
A cidade é linda, com imensas ruas comerciais que me fizeram lembrar o Porto de antigamente, antes de abrir tanta loja dos trezentos e haver um grande bazar da china porta sim, porta sim. Grandes esplanadas em tudo o que é canto e esquina, não com mesas e cadeiras altas como as nossas, mas sim sofás individuais ou de três lugares e mesas baixas. Adorei o café gelado que serviam em copos altos e o requinte com que serviam até um copo de água.

Mas eu ia mesmo era falar da salada.

Com a minha mania de passear pelos mercados, porque acho que os povos se conhecem através de mercados e feiras, andei pelo mercado de Salónica e ia de pasmo em pasmo, porque marimbando-se para as leis da C.E.E., continuavam a vender tudo, mas tudo, a granel. O arroz. o grão de bico, o café, os chás, tudo em sacos enormes, a que iam dobrando as bordas conforme iam vendendo a mercadoria. Isto numa altura em que aqui, no nosso país saía a linda norma de que o azeite e o vinagre para temperar um simples cozido, nos restaurantes tinha que ser em pacotinhos, individuais. Experimentaram por essa época, a dita lei? Eu fui das privilegiadas que tive que me besuntar toda, tentando acertar no desgraçado do bacalhau, no prato, e evitar esguichar o vizinho do lado, à custa de umas mãos todas untadas, o resto do almoço!

Pois o mercado de Salónica encantou-me e como o adiantado da hora já pedia almoço, foi em pleno mercado que almocei. Num simpático e modesto restaurante, lindamente decorado com cartazes de cinema , anunciando filmes bem antigos e memoráveis, capas de discos também não menos famosos, serviram-me um peixe fresquíssimo e a famosa salada grega.



Desde esse dia faço-a várias vezes. Agora que a minha horta começou a dar tomates e pepinos, chegou a altura de a comer mais vezes.


SALADA GREGA

Corto tomates aos gomos grossos, pepinos jovens aos pedaços, queijo feta aos cubos, bastantes azeitonas, tempero com muito azeite, sal, pimenta e manjericão. Como o meu manjericão ainda está muito pequeno deitei mesmo orégãos secos e também ficou boa.

Já agora, uma das coisas mais engraçadas com táxis aconteceu-me na Grécia. O meu hotel ficava fora do centro, um dia em que começou a chover e eu fui apanhada desprevenida, chamei um táxi, entrei e, acreditem ou não, só lá dentro e já em andamento é que vi um outro passageiro,um homem jovem. Fiquei meia constrangida e a pensar como é que eu me tinha ido meter naquela, lá disse ao taxista o nome do hotel e seguimos. O meu cérebro fervilhava e, óh mente perversa, já imaginava uns quantos filmes, e magicava como havia de sair dali. O outro passageiro,também estrangeiro, acreditem, não estava mais à vontade do que eu. Qual não é o meu espanto, mais à frente o táxi pára e mete mais uma senhora que se sentou à frente, cumprimentou-nos e lá foi conversando com o motorista. Moral da história, os gregos são muito democráticos com os seus transportes, se há espaço, cabe sempre mais um. Parecia um mini autocarro. E lá nos foi largando este neste hotel, a outra mais uns quarteirões adiante e a mim, no final da linha! Mas atenção, honestidade acima de tudo, cada um de nós só pagou a sua parte da corrida!